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  1. Não é um exercício

    3 de junho de 2014

    Cabeça no mil corpo no zero. Força? Puff. Quebra. Ambição. Not found (ups, inglês). Fugir. Desligar. Faltar. Verbos. Falta pouco. Conseguir. Não. Preposições. Suposições? Sol. Está quase. Aparece. Conto horas antes. Muda tudo. Preso. Acumula. Não muda. Não diz. Fraco. É? É um jogo. Atenção. Pontuação. A mais. Pensar. Não faz sentido? Porque. Preciso disto. Alimento. Alimento. Sol. Terapêutico? Aleatório. Não. Nexo. Não. Vida. Esquizofrénico. Mensagem. Nova forma? Arte, talvez. Escrevi mais de duas palavras numa frase. Nada se liga. Cabeça no mil corpo no zero. Foda-se, terapêutico o caralho. Nervo. Acelarar. Morrer. Fugir. Sair. Cuidado. Foda-se. Rato.

  2. [inserir título]

    25 de abril de 2012


    Porque quanto mais se sabe, mais se tem noção de que não se sabe nada, e mais se quer saber, mesmo que não se consiga saber mais, porque de facto não se pode saber nada. uma pessoa pode ter uma enciclopédia na cabeça e não deixa de não saber nada.

    Enquanto que quem nunca quis saber, nem se preocupa com isso.

    Resigna-se.

    E é feliz

  3. Não tenho casa, não tenho sapatos
    Não tenho dinheiro, não tenho classe
    Não tenho roupa, não tenho suéteres
    Não tenho fé, não tenho barba
    Não tenho mente Não tenho mãe, não tenho cultura
    Não tenho amigos, não tenho escolaridade
    Não tenho nome, não tenho amor
    Não tenho passagem, não tenho telemóvel
    Não tenho Deus
    O que eu tenho? Porque eu estou vivo? Sim, o que eu tenho? Ninguém pode se livrar disso
    Tenho meu cabelo, tenho a minha cabeça
    Tenho o meu cérebro, tenho as minhas orelhas
    Tenho os meus olhos, tenho o meu nariz
    Tenho a minha boca, tenho meu sorriso
    Tenho a minha língua, tenho o meu queixo
    Tenho o meu pescoço, tenho os meus peitos
    Tenho o meu coração, tenho a minha alma
    Tenho as minhas costas, tenho o meu sexo
    Tenho os meus braços, tenho as minhas mãos
    Tenho os meus dedos, tenho as minhas pernas
    Tenho os meus pés, tenho os meus dedos dos pés
    Tenho o meu fígado, tenho o meu sangue
    Tenho a vida, tenho a minha liberdade
    Tenho uma dor de cabeça e uma dor de dente
    Momentos maus como tu
    Tenho a vida, vou conservar isso

  4. sinto que sou um tipo sem objectivos concretos. faço as coisas porque me apetecem e depois não levo nada a sério. tenho uma ideia que acho engraçado fazer e ando para ai excitado durante uns dias. nunca agarrei nada a sério, nunca me dediquei a uma coisa, um projecto, sei lá.
    thoughts and letters, almanaque, miolo3, blogues pessoais, avacalho público, etc, etc. se nestas coisas pequenas e simples eu não me agarro/dedico como posso então fazê-lo nas coisas mais banais do dia-a-dia? arrasto-me para ir para a faculdade, arrasto-me para ir comer, arrasto-me para vir para o computador, arrasto-me para tudo. não faço nada de produtivo. não faço nada que me satisfaça. só perco tempo em coisas inúteis. só faço coisas que não devia estar a fazer. sou um frustrado e sempre o serei porque não tenho apetite de viver. "é só uma fase, isso passa" - dizem-me as gentes. são sempre fases que passam. a minha é talvez a maior fase de todas, uma petafase. maior que gigafase. digo isto, digo aquilo; ouço isto, ouço aquilo; leio aquilo e isto; diz que disse isto; diz que vi aquilo... no fundo não fiz nada, não sei nada em especial, minto a mim próprio todos os dias. é mentira aquilo que disse, eu não sou isso que pensas que sou. não vou dizer que sou uma imagem disso porque não sei. só sei que não sou. porque eu não sei o que é isso de que falei, nunca vi/li/ouvi/escrevi/vivi...
    apatia.
    porque me engano a mim próprio?
    nem no caps lock fui capaz de tocar.
    [link]

  5. O Bem

    13 de agosto de 2011

    Porque é preciso gerir frustrações, ansiedades e expectativas. Nunca fui rapaz de lidar bem com esse tipo de sentimentos (entre aspas). Sim, entre aspas porque eu não também ainda não sei o que são sentimentos. Achas que já provaste o verdadeiro? Engana-te. Nunca isso te aconteceu. A menos que já tenhas comido uma açorda de peixe. Mas não estou a falar desse tipo de sentimento. Quer dizer, eu nem sei bem qual é aquele sobre o qual eu estou a falar. Já me perdi.
    Enfim, estava a falar de frustrações, não era? É. São da breca. Mas eu só peço uma coisa simples: deixem comigo. Digam-me: "para mim está tudo bem, se tu estiveres". Não me digam "para mim não está tudo bem se tu estiveres. Eu é que decido o teu 'bem'!" Mas alguém sabe qual é o bem do outro? Que raio! Tu nem sabes qual é o teu próprio bem! Como és capaz de saber ou de querer decidir o que é o meu bem! Já agora, achas bem aquilo que fizeste a ela? Vai-te lixar meu!
    Tenho de magoar alguém sempre que quero dar um passo. Paciência! Agora tenho de aprender a viver com isso e a culpa é tua.


    Obrigado por me teres feito deitar cá para fora isto.

  6. Leva-me...

    14 de julho de 2011

    ao expoente máximo da loucura. Hoje. Poder ser, por favor?


  7. Nunca te aconteceu?

    12 de julho de 2011

    Não dormir porque precisas mesmo de falar contigo próprio?
    Abrir a porta do guarda-fatos e falares sobre ti e para ti para o espelho?
    Ouvires milhares de vozes aqui, ali e no canto do ouvido esquerdo?
    Queres silêncio e não consegues tê-lo? A casa está a dormir, o asfalto também está a passar pelas brasas e mesmo assim não consegues ter silêncio?
    O que se passa? Que perturbação é esta? Deixa-me falar comigo! Deixa-me!

  8. Derivado dos factos de cenas.

    10 de julho de 2011

    Não. Não faz nenhum sentido aquele título em cima. Fica mal eu chegar aqui ao Fula passados aí uns 34 dias desde da última vez que escrevi aqui com regularidade e vir pedir desculpas por estar ausente, até porque da minha vida pessoal sei eu e não vou estar aqui a contá-la para mim próprio (o único leitor do blogue) porque eu já sei de tudo, como está claro. Se bem que às vezes é bom um tipo escrever aquilo que sente ou isso para que deite cá para fora as coisas. Mas não me apetece agora. As batatas que comi ao almoço estão a bater bué no intestino e não estou para cagar tudo agora. A Mafalda, a rapariga d' "o meu amor é glandular", diz que as pessoas devem saber das nossas merdas, temos de deitar as nossas merdas cá para fora. Ela tem toda a razão, de facto. Mas há certas merdas que não convém que cheguem sequer à pia ou isso. Ficam só dentro do ânus ou algo parecido.
    A conversa está a cair na merda, na verdade. Por isso vou-me despedir com um até breve. O Fula vai estar aqui para vos azucrinar (1) o juízo.

    (1) Importunar, molestar, maçar