1. Já reparei que é tema recorrente neste blogue o facto de eu estar ausente da escrita e escrever um post a constatar este facto. Culpem o facebook. A blogsfera é isto.

  2. passar para o outro lado...

    4 de junho de 2012

    "…é a nossa maior inevitabilidade, a nossa única certeza. Se o Destino existe, ela é sem dúvida o nosso destino comum, o único. Assustadora quase sempre, consoladora às vezes, por muito que tente mostrar-nos que é até mais honesta e segura do que a própria vida, não se livra da má fama de Ceifeira que ceifa o que está pronto para ser ceifado e o que ainda, aos nossos olhos, não está. E isso todos nós sentimos como uma enorme injustiça. Mas o que sabemos nós?! Nada. Nada, a não ser que por ela seremos levados, mais cedo ou mais tarde. Já lhe vi os olhos em outros olhos. Já estive perto dela, mais do que uma vez e sei que quando chega aquele momento em que ela nos dá a mão e diz, Vamos que chegou a hora, o medo do desconhecido é inevitável. Não é o medo dela, é o medo do desconhecido. Há certos rostos que se suavizam quase de imediato! Quem sabe se o desconhecido afinal nos é familiar e está apenas esquecido?... O facto é que tratamos muito mal a morte, às vezes pior ainda do que tratamos a vida. Não só evitamos falar dela, como todos os dias fazemos de conta que não existe. Mas estamos sempre prontos a desafiá-la! Desafiamo-la quando entramos no carro; desafiamo-la quando ignoramos os sinais do nosso corpo; desafiamo-la quando atravessamos a estrada; quando entramos na banheira; quando mergulhamos nas ondas… desafiamo-la a toda a hora como se tivéssemos uma necessidade maior de lhe provar que não nos vence, ainda que saibamos que será sempre ela a vencer. Cada dia que se ganha é uma vitória. Talvez por isso nos custe tanto ver vidas tão jovens serem ceifadas. Mas uma coisa é certa – não sabemos o que existe para lá dela. Não sabemos o que está do outro lado. Não sabemos para onde vamos quando nos vamos embora e, não sabemos sequer, se apesar de nos parecer uma monstruosidade, uma enorme injustiça, ela, a morte, não sabe mais do que nós, aquilo que anda a fazer…"

    in Intermitências da Morte

  3. [inserir título]

    25 de abril de 2012


    Porque quanto mais se sabe, mais se tem noção de que não se sabe nada, e mais se quer saber, mesmo que não se consiga saber mais, porque de facto não se pode saber nada. uma pessoa pode ter uma enciclopédia na cabeça e não deixa de não saber nada.

    Enquanto que quem nunca quis saber, nem se preocupa com isso.

    Resigna-se.

    E é feliz

  4. Não tenho casa, não tenho sapatos
    Não tenho dinheiro, não tenho classe
    Não tenho roupa, não tenho suéteres
    Não tenho fé, não tenho barba
    Não tenho mente Não tenho mãe, não tenho cultura
    Não tenho amigos, não tenho escolaridade
    Não tenho nome, não tenho amor
    Não tenho passagem, não tenho telemóvel
    Não tenho Deus
    O que eu tenho? Porque eu estou vivo? Sim, o que eu tenho? Ninguém pode se livrar disso
    Tenho meu cabelo, tenho a minha cabeça
    Tenho o meu cérebro, tenho as minhas orelhas
    Tenho os meus olhos, tenho o meu nariz
    Tenho a minha boca, tenho meu sorriso
    Tenho a minha língua, tenho o meu queixo
    Tenho o meu pescoço, tenho os meus peitos
    Tenho o meu coração, tenho a minha alma
    Tenho as minhas costas, tenho o meu sexo
    Tenho os meus braços, tenho as minhas mãos
    Tenho os meus dedos, tenho as minhas pernas
    Tenho os meus pés, tenho os meus dedos dos pés
    Tenho o meu fígado, tenho o meu sangue
    Tenho a vida, tenho a minha liberdade
    Tenho uma dor de cabeça e uma dor de dente
    Momentos maus como tu
    Tenho a vida, vou conservar isso

  5. existiam coisas destas e eu ia lá todos os dias para escrevinhar alguma coisita. andava sempre pela blogsfera à procura de coisas interessantes e que me satisfizessem o ego naquele momento. qualquer coisa que encontrava ia directamente para aquele meu cantinho. era a minha parede do quarto onde eu podia escrever, pintar, voltar a escrever sem a minha mãe me berrar... ainda bem que não apaguei o blogue e deixou-o estar pela wordpress, está a fazer-me bem recordar os meus bons velhos tempos.

  6. sinto que sou um tipo sem objectivos concretos. faço as coisas porque me apetecem e depois não levo nada a sério. tenho uma ideia que acho engraçado fazer e ando para ai excitado durante uns dias. nunca agarrei nada a sério, nunca me dediquei a uma coisa, um projecto, sei lá.
    thoughts and letters, almanaque, miolo3, blogues pessoais, avacalho público, etc, etc. se nestas coisas pequenas e simples eu não me agarro/dedico como posso então fazê-lo nas coisas mais banais do dia-a-dia? arrasto-me para ir para a faculdade, arrasto-me para ir comer, arrasto-me para vir para o computador, arrasto-me para tudo. não faço nada de produtivo. não faço nada que me satisfaça. só perco tempo em coisas inúteis. só faço coisas que não devia estar a fazer. sou um frustrado e sempre o serei porque não tenho apetite de viver. "é só uma fase, isso passa" - dizem-me as gentes. são sempre fases que passam. a minha é talvez a maior fase de todas, uma petafase. maior que gigafase. digo isto, digo aquilo; ouço isto, ouço aquilo; leio aquilo e isto; diz que disse isto; diz que vi aquilo... no fundo não fiz nada, não sei nada em especial, minto a mim próprio todos os dias. é mentira aquilo que disse, eu não sou isso que pensas que sou. não vou dizer que sou uma imagem disso porque não sei. só sei que não sou. porque eu não sei o que é isso de que falei, nunca vi/li/ouvi/escrevi/vivi...
    apatia.
    porque me engano a mim próprio?
    nem no caps lock fui capaz de tocar.
    [link]

  7. Texto lido na cerimónia de encerramento do Fórum Social Mundial 2002 por José Saramago. 
    Uma palavra para o descrever: SOBERBO.


    Começarei por vos contar em brevíssimas palavras um facto notável da vida camponesa ocorrido numa aldeia dos arredores de Florença há mais de quatrocentos anos. Permito-me pedir toda a vossa atenção para este importante acontecimento histórico porque, ao contrário do que é corrente, a lição moral extraível do episódio não terá de esperar o fim do relato, saltar-vos-á ao rosto não tarda. Estavam os habitantes nas suas casas ou a trabalhar nos cultivos, entregue cada um aos seus afazeres e cuidados, quando de súbito se ouviu soar o sino da igreja. Naqueles piedosos tempos (estamos a falar de algo sucedido no século XVI) os sinos tocavam várias vezes ao longo do dia, e por esse lado não deveria haver motivo de estranheza, porém aquele sino dobrava melancolicamente a finados, e isso, sim, era surpreendente, uma vez que não constava que alguém da aldeia se encontrasse em vias de passamento. Saíram portanto as mulheres à rua, juntaram-se as crianças, deixaram os homens as lavouras e os mesteres, e em pouco tempo estavam todos reunidos no adro da igreja, à espera de que lhes dissessem a quem deveriam chorar. O sino ainda tocou por alguns minutos mais, finalmente calou-se. Instantes depois a porta abria-se e um camponês aparecia no limiar. Ora, não sendo este o homem encarregado de tocar habitualmente o sino, compreende-se que os vizinhos lhe tenham perguntado onde se encontrava o sineiro e quem era o morto. "O sineiro não está aqui, eu é que toquei o sino", foi a resposta do camponês. "Mas então não morreu ninguém?", tornaram os vizinhos, e o camponês respondeu: "Ninguém que tivesse nome e figura de gente, toquei a finados pela Justiça porque a Justiça está morta." Que acontecera? Acontecera que o ganancioso senhor do lugar (algum conde ou marquês sem escrúpulos) andava desde há tempos a mudar de sítio os marcos das estremas das suas terras, metendo-os para dentro da pequena parcela do camponês, mais e mais reduzida a cada avançada. O lesado tinha começado por protestar e reclamar, depois implorou compaixão, e finalmente resolveu queixar-se às autoridades e acolher-se à protecção da justiça. Tudo sem resultado, a expoliação continuou. Então, desesperado, decidiu anunciar urbi et orbi (uma aldeia tem o exacto tamanho do mundo para quem sempre nela viveu) a morte da Justiça. Talvez pensasse que o seu gesto de exaltada indignação lograria comover e pôr a tocar todos os sinos do universo, sem diferença de raças, credos e costumes, que todos eles, sem excepção, o acompanhariam no dobre a finados pela morte da Justiça, e não se calariam até que ela fosse ressuscitada. Um clamor tal, voando de casa em casa, de aldeia em aldeia, de cidade em cidade, saltando por cima das fronteiras, lançando pontes sonoras sobre os rios e os mares, por força haveria de acordar o mundo adormecido... Não sei o que sucedeu depois, não sei se o braço popular foi ajudar o camponês a repor as estremas nos seus sítios, ou se os vizinhos, uma vez que a Justiça havia sido declarada defunta, regressaram resignados, de cabeça baixa e alma sucumbida, à triste vida de todos os dias. É bem certo que a História nunca nos conta tudo... Suponho ter sido esta a única vez que, em qualquer parte do mundo, um sino, uma campânula de bronze inerte, depois de tanto haver dobrado pela morte de seres humanos, chorou a morte da Justiça. Nunca mais tornou a ouvir-se aquele fúnebre dobre da aldeia de Florença, mas a Justiça continuou e continua a morrer todos os dias. Agora mesmo, neste instante em que vos falo, longe ou aqui ao lado, à porta da nossa casa, alguém a está matando. De cada vez que morre, é como se afinal nunca tivesse existido para aqueles que nela tinham confiado, para aqueles que dela esperavam o que da Justiça todos temos o direito de esperar: justiça, simplesmente justiça. Não a que se envolve em túnicas de teatro e nos confunde com flores de vã retórica judicialista, não a que permitiu que lhe vendassem os olhos e viciassem os pesos da balança, não a da espada que sempre corta mais para um lado que para o outro, mas uma justiça pedestre, uma justiça companheira quotidiana dos homens, uma justiça para quem o justo seria o mais exacto e rigoroso sinónimo do ético, uma justiça que chegasse a ser tão indispensável à felicidade do espírito como indispensável à vida é o alimento do corpo. Uma justiça exercida pelos tribunais, sem dúvida, sempre que a isso os determinasse a lei, mas também, e sobretudo, uma justiça que fosse a emanação espontânea da própria sociedade em acção, uma justiça em que se manifestasse, como um iniludível imperativo moral, o respeito pelo direito a ser que a cada ser humano assiste. Mas os sinos, felizmente, não tocavam apenas para planger aqueles que morriam. Tocavam também para assinalar as horas do dia e da noite, para chamar à festa ou à devoção dos crentes, e houve um tempo, não tão distante assim, em que o seu toque a rebate era o que convocava o povo para acudir às catástrofes, às cheias e aos incêndios, aos desastres, a qualquer perigo que ameaçasse a comunidade. Hoje, o papel social dos sinos encontra-se limitado ao cumprimento das obrigações rituais e o gesto iluminado do camponês de Florença seria visto como obra desatinada de um louco ou, pior ainda, como simples caso de polícia. Outros e diferentes são os sinos que hoje defendem e afirmam a possibilidade, enfim, da implantação no mundo daquela justiça companheira dos homens, daquela justiça que é condição da felicidade do espírito e até, por mais surpreendente que possa parecer-nos, condição do próprio alimento do corpo. Houvesse essa justiça, e nem um só ser humano mais morreria de fome ou de tantas doenças que são curáveis para uns, mas não para outros. Houvesse essa justiça, e a existência não seria, para mais de metade da humanidade, a condenação terrível que objectivamente tem sido. Esses sinos novos cuja voz se vem espalhando, cada vez mais forte, por todo o mundo são os múltiplos movimentos de resistência e acção social que pugnam pelo estabelecimento de uma nova justiça distributiva e comutativa que todos os seres humanos possam chegar a reconhecer como intrinsecamente sua, uma justiça protectora da liberdade e do direito, não de nenhuma das suas negações. Tenho dito que para essa justiça dispomos já de um código de aplicação prática ao alcance de qualquer compreensão, e que esse código se encontra consignado desde há cinquenta anos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, aquelas trinta direitos básicos e essenciais de que hoje só vagamente se fala, quando não sistematicamente se silencia, mais desprezados e conspurcados nestes dias do que o foram, há quatrocentos anos, a propriedade e a liberdade do camponês de Florença. E também tenho dito que a Declaração Universal dos Direitos Humanos, tal qual se encontra redigida, e sem necessidade de lhe alterar sequer uma vírgula, poderia substituir com vantagem, no que respeita a rectidão de princípios e clareza de objectivos, os programas de todos os partidos políticos do orbe, nomeadamente os da denominada esquerda, anquilosados em fórmulas caducas, alheios ou impotentes para enfrentar as realidades brutais do mundo actual, fechando os olhos às já evidentes e temíveis ameaças que o futuro está a preparar contra aquela dignidade racional e sensível que imaginávamos ser a suprema aspiração dos seres humanos. Acrescentarei que as mesmas razões que me levam a referir-me nestes termos aos partidos políticos em geral, as aplico por igual aos sindicatos locais, e, em consequência, ao movimento sindical internacional no seu conjunto. De um modo consciente ou inconsciente, o dócil e burocratizado sindicalismo que hoje nos resta é, em grande parte, responsável pelo adormecimento social decorrente do processo de globalização económica em curso. Não me alegra dizê-lo, mas não poderia calá-lo. E, ainda, se me autorizam a acrescentar algo da minha lavra particular às fábulas de La Fontaine, então direi que, se não interviermos a tempo, isto é, já, o rato dos direitos humanos acabará por ser implacavelmente devorado pelo gato da globalização económica. E a democracia, esse milenário invento de uns atenienses ingénuos para quem ela significaria, nas circunstâncias sociais e políticas específicas do tempo, e segundo a expressão consagrada, um governo do povo, pelo povo e para o povo? Ouço muitas vezes argumentar a pessoas sinceras, de boa fé comprovada, e a outras que essa aparência de benignidade têm interesse em simular, que, sendo embora uma evidência indesmentível o estado de catástrofe em que se encontra a maior parte do planeta, será precisamente no quadro de um sistema democrático geral que mais probabilidades teremos de chegar à consecução plena ou ao menos satisfatória dos direitos humanos. Nada mais certo, sob condição de que fosse efectivamente democrático o sistema de governo e de gestão da sociedade a que actualmente vimos chamando democracia. E não o é. É verdade que podemos votar, é verdade que podemos, por delegação da partícula de soberania que se nos reconhece como cidadãos eleitores e normalmente por via partidária, escolher os nossos representantes no parlamento, é verdade, enfim, que da relevância numérica de tais representações e das combinações políticas que a necessidade de uma maioria vier a impor sempre resultará um governo. Tudo isto é verdade, mas é igualmente verdade que a possibilidade de acção democrática começa e acaba aí. O eleitor poderá tirar do poder um governo que não lhe agrade e pôr outro no seu lugar, mas o seu voto não teve, não tem, nem nunca terá qualquer efeito visível sobre a única e real força que governa o mundo, e portanto o seu país e a sua pessoa: refiro-me, obviamente, ao poder económico, em particular à parte dele, sempre em aumento, gerida pelas empresas multinacionais de acordo com estratégias de domínio que nada têm que ver com aquele bem comum a que, por definição, a democracia aspira. Todos sabemos que é assim, e contudo, por uma espécie de automatismo verbal e mental que não nos deixa ver a nudez crua dos factos, continuamos a falar de democracia como se se tratasse de algo vivo e actuante, quando dela pouco mais nos resta que um conjunto de formas ritualizadas, os inócuos passes e os gestos de uma espécie de missa laica. E não nos apercebemos, como se para isso não bastasse ter olhos, de que os nossos governos, esses que para o bem ou para o mal elegemos e de que somos portanto os primeiros responsáveis, se vão tornando cada vez mais em meros "comissários políticos" do poder económico, com a objectiva missão de produzirem as leis que a esse poder convierem, para depois, envolvidas no açúcares da publicidade oficial e particular interessada, serem introduzidas no mercado social sem suscitar demasiados protestos, salvo os certas conhecidas minorias eternamente descontentes... Que fazer? Da literatura à ecologia, da fuga das galáxias ao efeito de estufa, do tratamento do lixo às congestões do tráfego, tudo se discute neste nosso mundo. Mas o sistema democrático, como se de um dado definitivamente adquirido se tratasse, intocável por natureza até à consumação dos séculos, esse não se discute. Ora, se não estou em erro, se não sou incapaz de somar dois e dois, então, entre tantas outras discussões necessárias ou indispensáveis, é urgente, antes que se nos torne demasiado tarde, promover um debate mundial sobre a democracia e as causas da sua decadência, sobre a intervenção dos cidadãos na vida política e social, sobre as relações entre os Estados e o poder económico e financeiro mundial, sobre aquilo que afirma e aquilo que nega a democracia, sobre o direito à felicidade e a uma existência digna, sobre as misérias e as esperanças da humanidade, ou, falando com menos retórica, dos simples seres humanos que a compõem, um por um e todos juntos. Não há pior engano do que o daquele que a si mesmo se engana. E assim é que estamos vivendo. Não tenho mais que dizer. Ou sim, apenas uma palavra para pedir um instante de silêncio. O camponês de Florença acaba de subir uma vez mais à torre da igreja, o sino vai tocar. Ouçamo-lo, por favor.

  8. A arrumar a lixeira que ia pela minha despensa na prateleira nº 3, a minha portanto, encontrei um interessante recorte de jornal (entre milhares deles, revistas e bilhetes de cinema e teatro antigos. Sim, eu guardo cenas destas):

    "Trabalhando-se com as pessoas e famílias, chega-se à conclusão de que se nota que os membros das famílias portuguesas estão cada vez mais frios, já não existe carinho, já não se valorizam as qualidades.Só se ouvem criticas, só se apontam defeitos e erros. As pessoas estão cada vez mais intolerantes e desgastadas, valorizando os defeitos dos outros. Por isso, não duram os relacionamentos de hoje. As pessoas deprimem e vivem cada vez mais tristes. A ausência do elogio está cada vez mais presente nas famílias nacionais, sobretudo nas classe média e alta. Já não se veem homens elogiar as mulheres e vice-versa, não se veem chefes a elogiar o trabalho dos seus subordinados, não se veem mais pais e filhos a elogiaram-se...Só se veem pessoas fúteis valorizando artistas novelescos, cantores, pessoas que usam a imagem para ganhar dinheiro. A ausência de elogio tem afectado muito as famílias. A falta de diálogo dos seus lares, o excesso de orgulho impede que as pessoas digam o que sentes e levem essa carência para dentro dos consultórios. Acabam os seus casamentos, acabam por procurar noutras pessoas o que não conseguem dentro de casa. É preciso (re)começar a valorizar as nossas famílias, amigos, alunos, professores, subordinados. Elogiemos o bom profissional, a bpa atitude, a ética, a beleza das nossas parceiras, o comportamento dos nossos filhos, mas também nos nossos velhos. Quantas pessoas não podemos fazer mais felizes, elogiando-as de alguma forma? O elogio ainda é gratuito..."

    Portuasas in Jornal de Notícias de um dia qualquer.